
Sou nova demais para saber se quero para sempre, mas sou grande o suficiente para saber que quero. Não sei quem inventou essa história de que precisamos saber de tudo o tempo inteiro e que errar é quase imperdoável. Não sei quem negou a nossa natureza humana de querer, pensar, mudar de idéia, querer de novo e depois não desejar tanto assim.
Digo com toda a certeza que o amanhã é incerto, mas hoje, por mais que não seja tão certo, eu te quero. Deixo de lado os clichês e as juras de amor, dessa vez fico com toque, o cheiro, com a vontade. Há quem critique a verdade que o corpo pede sem o consenso da razão. Hoje, só por hoje, prometo não ser hipócrita, escolho não fazer o que a sociedade diz ser o correto, opto por estar vulnerável a cometer erros, por ser humana mesmo com todos os defeitos que isso acarreta. Hoje, só por hoje, eu escolho ser eu.
Hoje, eu resolvi dizer o quanto sempre amei, o quanto já chorei, e talvez eu fale do tempo também. Hoje decidi não deixar para lá, em meias palavras, o implícito. Hoje peguei o telefone e liguei não só para escutar a sua voz, e sim para você reconhecer o meu suspiro, ainda que só por hoje. Semana que vem eu não sei, mas hoje, você fez eu me sentir especial, me tocou com um sorriso que arrepiou a minha nuca. Se amanhã eu ainda serei a mesma, eu já não sei, mas hoje eu sei quem eu sou, e o que eu quero, mesmo que seja só por hoje.
'a verdade que o corpo pede sem o consenso da razão.'
ResponderExcluirGostei!
A crítica tem sempre um jeito de certa, mas não se deixe levar... é apenas pelo aspecto invasivo e seguro de quem fala. mas isso nunca significará verdade.