segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Segredos de Mulher


Quando eu era pequena fingia que a chuva era apenas as águas sagradas de São Pedro lavando o céu . Para mim mate tem gosto de café gelado aguado e bouquet de flores não resolve nada. Às vezes um dia inteiro dormindo é mais bem vindo do que uma noite que só acaba de manhã.
Não acredito em superstições, mas fico muito preocupada caso um gato preto atravesse meu caminho, principalmente sexta à noite. A roupa que mais gosto de vestir está longe de ser aquela que me deixa mais bonita. O fato de eu não conseguir segurar meu choro passa uma idéia de uma pessoa vulnerável, mas por mim tudo bem, lágrimas não estão ligadas a fraqueza e sim a sentimentos, admito que isso tenho de sobra.
Tenho um sério problema em rir na hora que não se deve, é que o nervosismo me causa uma crise de riso. Não admito nenhum tipo de maldade com os animais, acredito que o único que é cruel e não sabe o seu lugar é o homem por pensar que o mundo é dele, mesmo sabendo da existência de tantas outras formas de vida.
O ditado “respeito é bom” para mim não tem nenhuma continuação como “é bom e conserva os dentes”, afinal eu ainda sou da filosofia de que a elegância e educação são a melhor maneira de desarmar alguém mesmo que não mereça tal atitude. Aprendi a respeitar a desgraça alheia e me divertir com a minha. Como já dizia Charles Chaplin “A vida vista de perto uma tragédia, de longe uma comédia”, e se querem um bom conselho, muito mais leve caso use o ponto de vista mais distante.
Não me importo de ver o mesmo filme um milhão de vezes desde que ele seja bom, e se eu começar a ver um filme muito ruim faço questão de ver até o final. A lua me inspira, o sol me fortalece, o mar é pura energia e na cachoeira acho que a qualquer momento alguma coisa vai puxar o meu pé.
Apaixono-me pelos personagens e não consigo ver beleza em nada construído pelo homem (como por exemplo, a torre Eiffel), mas não me canso de admirar o pôr –do- sol. É muito difícil eu presenciar uma cena de tombo e não gargalhar até perder o ar. Em cada situação eu procuro enxergar vários pontos de vista, acabo que fico sem saber julgar qual é o correto, então fico com os que encaixam com os meus princípios, coisa que eu não cobro à ninguém que tenha os mesmos que os meus.
Não consigo abrir mão dos meus bichinhos de pelúcia mesmo depois de minha mãe já ter criado várias revoluções para me tirar esses resquícios da minha infância. Tento manter uma dieta, mas às vezes a ansiedade me prega peças e eu como sem ninguém saber para ter a ilusão de que se ninguém souber eu não vou engordar.De vez em quando eu fico triste por nada, feliz por tudo e até danço sozinha.

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