quinta-feira, 16 de maio de 2013




Mas que audácia do meu coração! Resolveu brigar com a razão, bater o pé e dizer: - Pode se fazer de difícil, ou tentar endurecer as ideias, mas tudo bem, porque eu estarei sempre aqui para desfazer toda essa bobagem.

Aquele abraço foi o suficiente. Ao me puxar para perto vi que estava apenas ocupando o meu lugar. No ar não percebi, mas mesmo que não fosse notório aos meus sentidos, as paredes sabiam que até podia não ser lua cheia, mas a noite pertencia aos enamorados.
Acordar de um sonho ruim e ter alguém para te apertar mais forte no mesmo momento, não se trata de carência, trata-se de carinho. Ah se pudesse colocar em um potinho e espalhar o que senti ao abrir os olhos.  Meu pesadelo se transformou em sonho, mal sabia que era a doce realidade. Sim, ela pode ter esse gosto.
Reconheci no seu afago a vontade, o desejo de se ter quem se tem , abraçar sem a intenção de segurar, e sim por não mais querer ficar longe. O gesto é igual, mas a forma que é percebido, ou melhor, recebido, faz com que desperte coisas que até então você nem sabia existir.
Uma vez li uma frase dizendo que as coisas tem a importância que damos. O autor que me desculpe, mas as coisas tem a importância que elas tem que ter, afinal, só as paredes sabiam da noite dos enamorados, mas ainda sim, a noite era deles.

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