
É mais fácil dar conselhos do que segui-los, é mais seguro escrever palavras encorajadoras do que descrever o que passa pelo coração.
Que deleito me foi dado ao acreditar. Palavrinha poderosa capaz de criar mil ilusões para sorrir, alguns motivos para chorar. Quem crê acredita com a alma, inspira o improvável, até mesmo o impossível. Ah se minha fé fosse menor... Quem dera ter o desprazer do ceticismo, me surpreender com o agrado no lugar de me desencantar com o comum.
Mais que encontrar um amor, quero viver uma história de amor. Não me satisfaço com príncipes prontos para me dar o habitual “felizes para sempre”. Busco o sapo que resolveu usar coroa por mim. Procuro o que não tinha tudo para dar certo, mas que o sentimento falou mais alto. Que me tire noites de sono, mais vale os dias em que sonhei acordada do que o tormento de ter que fechar os olhos para acreditar que não é apenas mais um capricho da ilusão.
Guardo momentos que foram tão sinceros que me pergunto se aconteceu como eu realmente lembro ou se é invenção do querer. Não ter a oportunidade de trazer o passado para o presente e verificar se o enfeitamos, nos abre a porta para acreditar. Porém, conseguir trazer o passado para dar uma volta no futuro nos dá mais mil motivos para voltar a acreditar. Que angústia nos deparar com nós mesmos aos dezessete anos. Tantos sonhos escondidos, desejos intermináveis, e por incrível que pareça, a mesma vontade de acreditar, ainda que não tenhamos nenhuma garantia que dessa vez vai ser diferente. É nos enxergar cometendo os mesmos erros e não se importar com isso. Tropeços do coração nunca estão livres de serem novamente cometidos. Ainda que os sentimentos não estejam certos, são sentimentos... pelo menos enquanto eu acreditar. Pode até ser que eu desacredite, mas também nada me impede de “reacreditar”
Você sempre entende!
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